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O Carnaval de 2026 reafirma sua posição como um dos pilares da identidade cultural brasileira, sendo uma tradição que vai mobilizar cerca de 41,4 milhões de pessoas em todo o país, representado 25% dos consumidores das capitais. De acordo com a pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Offewise Pesquisas, aponta que entre os entrevistados que pretendem gastar com algum produto ou serviço exclusivamente nesse período, 88% pretendem participar de alguma festividade. As celebrações mais íntimas (amigos/família) lideram com 48%, seguidas pelos blocos de rua (41%) e festas em clubes, boates ou baladas (26%).
De acordo com o levantamento, 95%
planejam comprar produtos e 88% pretendem contratar serviços exclusivamente
para o período. No ranking de produtos mais consumidos, lideram os gastos com
água, sucos, energéticos ou chás (55%), seguido por cerveja/chopp (50%),
comidas/lanches fora de casa (48%), refrigerantes (44%) e itens para churrasco
(43%).
No caso dos serviços mais
contratados, destacam os bares/restaurantes (45%), transporte particular (39%),
serviços de beleza como manicure, cabelereiro, depilação, bronzeamento,
massagens, salão etc. (26%), passagens de avião/ônibus (23%), hospedagem em hotéis/pousadas
(22%) e compra de convite e/ou ingresso para festas em clubes, boates,
desfiles, camarotes (21%).
As compras serão realizadas
principalmente nos supermercados (55%), lojas de rua / bairro (36%), internet
(35%) e pelos apps de entrega (30%).
A intenção média de gasto é de R$ 1.096. No entanto, um dado crucial para o
comércio é que 48% ainda não decidiram o quanto vão gastar, indicando grande
potencial para compras por impulso ou decisões de última hora.
39% pretendem viajar para
outra cidade
A tradição de “botar o pé na
estrada” segue forte entre os brasileiros, com 39% dos foliões planejando
viajar para outras cidades durante o feriado. Esse movimento migratório em
busca de novos destinos supera a parcela dos que pretendem aproveitar eventos
na própria cidade (35%) ou descansar em casa (22%), reforçando o papel
fundamental do turismo para a economia do setor no período. Entre os viajantes,
o planejamento financeiro se divide: enquanto as passagens de avião ou ônibus
estão nos planos de 23% dos consumidores, a hospedagem em hotéis e pousadas é
prioridade para 22%.
Em relação aos meios de pagamentos que serão mais utilizados pelos
consumidores, 93% priorizarão pagamentos à vista. O PIX é o método preferido
(65%), seguido do cartão de débito (30%). 32% devem pagar de forma parcelada,
com destaque para o cartão de crédito (26%).
32% dos que pretendem gastar
possuem contas em atraso
A pesquisa acende um alerta sobre
o consumo por parte de inadimplentes e a tendência de gastar além do planejado.
32% dos que pretendem gastar possuem contas em atraso. Dentre os que têm contas
em atraso e pretendem gastar, 67% estão com o nome sujo atualmente.
O levantamento mostra ainda que
49% admitem que costumam extrapolar os gastos no Carnaval (sobretudo os
homens), principalmente com comidas e bebidas (26%), festas/eventos (16%) e
viagens (15%). Em contrapartida, 51% afirmam gastar apenas o que podem.
“Os dados do levantamento acendem
um alerta importante para a saúde financeira das famílias, ao mostrar que a
vontade de aproveitar o momento, muitas vezes, atropela o planejamento do
orçamento. É fundamental que o consumidor coloque o pagamento das dívidas como
prioridade máxima antes de comprometer a renda com o lazer, evitando que a
euforia momentânea da folia se transforme em uma ressaca financeira de longo
prazo no restante do ano”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.
Segurança: o grande receio
O medo da violência é um fator
decisivo para o comportamento do folião em 2026. 79% dos entrevistados afirmam
ter medo de sofrer violência ou golpes durante as festas. Os principais temores
são roubos e assaltos (63%), seguidos por violência física (35%) e golpes de
compras indevidas (29%).
METODOLOGIA
Público-alvo: Consumidores das 27
capitais brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, de
todas as classes econômicas (excluindo analfabetos) e que pretendem comprar
presentes para o Natal.
Método de coleta: pesquisa realizada via web e pós-ponderada por sexo, idade,
estado, renda e escolaridade. 755 casos em um primeiro levantamento para
identificar o percentual de pessoas com intenção de comprar no Natal. Em
seguida, continuaram a responder o questionário 600 casos, com a intenção de
comprar presente nessa data. Resultando, respectivamente, uma margem de erro no
geral de 3,6 p.p e 4,0 p.p. para um intervalo de confiança a 95%.
Período da coleta dos dados: 15 a 23 de outubro de 2025.
Fonte: CNDL