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A Câmara de Dirigentes Lojistas de Novo Hamburgo (CDL-NH) realizou, na noite desta segunda-feira (28), mais uma edição do CDL Convida, reunindo o empreendedor e investidor José Renato Hopf e a secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Lisiane Lemos. Com mediação da coordenadora de Inovação da CDL-NH, Cíntia Schenkel, o encontro teve como tema “Inovação para transformar negócios”.
Na abertura, a vice-presidente
da CDL-NH, Liziane Froehlich, ressaltou o papel da entidade na criação de
espaços de conhecimento e troca de experiências. Para ela, inovar também
significa rever processos, acompanhar as mudanças no comportamento dos clientes
e questionar formas já estabelecidas de trabalhar. “Quando falamos em inovação,
não estamos falando apenas de tecnologia. Inovar também é ter a disposição de
olhar para aquilo que fazemos todos os dias e perguntar: podemos fazer
diferente? Podemos fazer melhor?”, afirmou.
Hopf trouxe a inteligência
artificial para o centro da conversa e mostrou como a tecnologia reduziu
barreiras e colocou recursos antes restritos a grandes empresas ao alcance de
negócios menores. Segundo o criador da Getnet, primeiro unicórnio do Brasil, “a
IA deu um poder absurdo competitivo para o pequeno negócio”. Mas a inovação não
se resume à ferramenta: cada vez mais, os negócios precisam vender menos o
produto e mais o relacionamento com o cliente.
Lisiane falou sobre a
importância de buscar repertório e levar novos conhecimentos para a rotina.
Participar de eventos, viajar e conviver com pessoas que provocam novas ideias
ajudam a ampliar as referências de quem empreende. “A graça da tecnologia é ela
estar acessível para todo mundo”, disse. A secretária também defendeu
investimentos em educação, ensino superior e pesquisa e deixou uma provocação
aos empresários: “Puxe seu negócio. Invista no seu negócio. Vá no ChatGPT e
pergunte: ‘quem sou eu na internet?’”.
A inovação, como ficou evidente ao longo da conversa, também passa por olhar de outra forma para as necessidades da empresa e dos clientes. No encerramento, Hopf reforçou que acompanhar as mudanças exige disposição para aprender, ouvir e rever o que já funciona. “Só temos uma coisa a nos preocupar: se estamos dispostos a transformar nosso negócio”, resumiu.
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